NotíciasPolícia

ARVOREZINHA | Furtos em cemitérios para sustentar o vício das drogas

0
Tempo de leitura: 1 minuto

Não é um fato isolado de Arvorezinha, furtos em cemitérios ocorrem em todo o País e alguns tem ganhado expressão na mídia, como o ocorrido no início do ano em Encruzilhada do Sul, quando mais de 300 túmulos foram alvo de furto.
No município de Arvorezinha, o cemitério do Distrito de Pinhal Queimado, foi a vítima durante o mês de agosto, quando o Presidente da comunidade, Deolindo Gehlen foi informado e ele mesmo averiguou que grande parte dos túmulos do cemitério sofreram vandalismo quando crucifixos, molduras de fotos e letreiros em metal, foram arrancados. Conforme explica, ele ainda não fez registro na Delegacia de Polícia sobre o fato, mas se entristece com a atitude de pessoas que não respeitam nem um local como o cemitério.
“É triste ver tudo isso e arrancarem materiais que para as famílias tem valor sentimental, no mercado esses metais não valem muito e pior pensar que provavelmente o dinheiro da venda desses metais será para sustentar o uso de droga. Pior imaginar que se existe o autor do furto é porque existe o receptor desse furto que é tão criminoso quanto”, afirmou.


A redação conversou com a empresária do ramo funerário Sandra Mosena, que possui funerárias em Arvorezinha e Ilópolis. A mesma disse que o vandalismo nos cemitérios está sem controle. São pequenos cemitérios do interior, os da cidade, os autores dos furtos não tem economizado em levar o que podem. Explica que alguns túmulos possuem materiais em bronze, mas é uma minoria, a maioria são metais inoxidáveis, de pouco valor comercial, mas que são pesados e portanto, ajuda no peso na hora da comercialização como metal em si. Ela crê que para não dar pistas, quem compra derrete todo o material e depois dá outra forma para o mesmo, mas considera um ato inaceitável e que precisaria providências das autoridades.
Assim como o presidente da comunidade, em Arvorezinha, a empresária acredita que os autores são usuários de drogas, vendem o metal para depois comprar drogas. Segundo ela, uma epidemia complicada de controlar pois é crescente o número de usuários e cada vez mais difícil de combater, apesar de todo o esforço da polícia.
Questionada sobre possibilidade de inibir o interesse dos mesmos em furtar os cemitérios, Sandra afirma que as funerárias a bastante tempo ofertam opções mais baratas, como a identificação do ente e a foto impressa em cerâmica ou agora em materiais resinados em formato de placas, também impressas, que não tem valor de mercado para quem pratica estes furtos. “Não é o mais desejado, mas diante do que se apresenta, o momento envolve não estimular o furto nos cemitérios e pelo menos conseguir manter túmulos e jazigos com a identificação dos familiares”, apontou.

Andressa de Oliveira

QUINZE DE NOVEMBRO | Município recebeu dois veículos 0 km

Artigo anterior

FONTOURA XAVIER | Pedro Tecchio assume gerência do supermercado e loja da Coagrisol

Próximo artigo

Você também pode gostar

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.