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As máscaras que podem salvar vidas

Decretos obrigam o uso de máscaras pelos cidadãos, e pedidos do produto disparam

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É preciso afirmar que a costureira Elza Sgarbossa, 50 anos de profissão, preferia estar costurando vestidos de prendas e realizando consertos em roupas. Com a chegada da pandemia do Coronavírus, a profissional que possui seu ateliê em Arvorezinha, viu os serviços quase desaparecerem.

“Vivo da costura e desde então, com o fim dos bailes e eventos, não fiz mais nenhum vestido e até os consertos sumiram”, disse Elza.

Mas em meio a dificuldade, o brasileiro já é conhecido pela criatividade para atender a necessidade. Percebeu que com a falta de máscaras no mercado, inicialmente exigida para os profissionais atenderem as pessoas, poderia estar ali uma oportunidade. Então com a ajuda das filhas, passou a produzir máscaras, incialmente básicas, dois modelos.

Com o decreto, oficializado em grande parte das cidades, obrigando o uso de máscara para 100% da população, o ateliê de Elza Sgarbossa que já estava com muita saída de máscaras, agora trabalha quase 18 horas por dias para vencer os pedidos, pois passaram a produzir máscaras para empresas com o logotipo das mesmas e máscaras com dezenas de estampas diferentes, desde para adultos quanto para as crianças. Com preços que variam entre R$ 5 e R$ 10 reais, a produção está a todo vapor e ainda com a expectativa do retorno das aulas, que provavelmente, exigirá que alunos frequentem o colégio com máscaras, deverá aumentar a produção.

“Nem dá pra dizer que estamos comemorando, porque é um momento ruim para todos, uma pandemia não é positivo, porém, todo mundo precisa sobreviver e as máscaras têm garantido o sustento da casa”, conta Elza.

Sua filha, Taisne Sgarbossa da Silva, disse que as infantis tem grande saída, porque como possuem estampas de super-heróis, ou mesmo com bocas e outras estampas animadas, isso ajuda muito a criança concordar em usar a máscara, que é uma forma de proteção contra o contágio.

Como as pessoas precisam ter mais de uma em casa, pelo menos duas, pois precisam ser lavadas para serem reutilizadas, acreditamos que o volume de venda ainda vai crescer bastante”, aponta Taisne.

O uso de máscaras de proteção facial já vinha sendo apontado como uma medida importante de proteção para evitar a infecção do novo coronavírus (covid-19). Com a ampliação da pandemia, essa atitude passou a ser tratada como políticas públicas de prefeituras e governos estaduais, com regras recomendando ou até mesmo obrigando a adoção deste recurso de prevenção contra a doença.

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Gemerson Rogerio Santos

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