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Guaporé: Cidade Escola Ayni e empresários produzem protetores faciais para profissionais de saúde

Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais de saúde como máscaras, luvas, aventais, óculos, entre outros, estão sendo os itens mais consumidos no mundo

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Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais de saúde como máscaras, luvas, aventais, óculos, entre outros, estão sendo os itens mais consumidos no mundo. O combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), infelizmente com o registro diário de milhares de vítimas infectadas e fatais, exige que todos que estão na linha de frente estejam devidamente protegidos, bem como aqueles que atuam em serviços essenciais e a comunidade.
Pensando em colaborar com os profissionais de saúde de Guaporé, a Cidade Escola Ayni, através do guardião da educação, Rodrigo Lisboa Nogueira, colocou-se à disposição para a confecção de protetores faciais, de forma voluntária e sem gerar ônus para os beneficiados. Através da participação no Projeto Hígia, desenvolvido pelo grupo Women in 3D Printing Brazil, o educador se dispôs, dentro da rede colaborativa formada na internet, a buscar contatos para a fabricação e distribuição do chamado “escudo facial” aos profissionais de saúde.
“O projeto de fabricação dos protetores faciais nas impressoras 3D é mundial e o modelo digital foi disponibilizado pelo grupo. Fizemos testes na Ayni e conseguimos produzir algumas peças. Conversamos com o médico, Dr. Leandro Vanzella, para saber da necessidade e da quantidade de protetores faciais para que pudéssemos beneficiar os profissionais da saúde que atuam no Centro Municipal, Estratégias de Saúde da Família (ESFs) e no Hospital Manoel Francisco Guerreiro. A demanda solicitada foi de 70 peças”, disse.
A iniciativa ganhou força e contou com o apoio de empresários guaporenses que se dispuseram a contribuir com a doação de materiais, auxílio na impressão nas hastes, corte da placa de acetato e do elástico para fixação. A haste, destaca Nogueira, é fabricada na impressora 3D utilizando um plástico chamado PLA, obtido através de fontes renováveis (vegetais) e biodegradável. Com um quilo do material é possível imprimir 25 protetores.
“Conseguimos uma fabricação personalizada dos 70 protetores faciais. A equipe da Cidade Escola Ayni recebeu a colaboração de pessoas da comunidade como os empresários Marcos Lanzoni (impressão 3D), Thiago Dal Pizol (corte a laser da placa de acetato) e do Ênio Dall’Orsoletta (doação dos elásticos), e o artesão Josué Benvegnú. Foram eles que contribuíram diretamente para que pudéssemos auxiliar os profissionais da saúde de Guaporé. Somos gratos a todos pelo entendimento da causa e por ajudar, não a mim ou à Ayni, mas estes que estão à frente do problema”, salientou.
Segundo Nogueira, o protetor não descarta o uso da máscara N-25, nem a touca. Entretanto, é um item essencial para os profissionais da saúde nos cuidados de um paciente infectado ou suspeito.
“É mais para quem está na linha de frente. O equipamento forma uma barreira adicional e evita que, por exemplo, gotículas de saliva, sangue ou secreções projetem-se em direção aos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que estão no combate à Covid-19. Bom destacar que as três partes que compõem o item, denominado face shield, podem ser facilmente esterilizadas e são reutilizadas”.
Os protetores faciais foram entregues na segunda-feira, dia 13 de abril, para os profissionais que atuam em Guaporé.

Fonte: Rádio Aurora 107.1 FM

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Sandra Meotti

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