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Cultura de paz: Área de Guaporé investe na formação de facilitadores

A Igreja em saída tem as portas abertas. (...) Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, do que uma Igreja enferma pela oclusão e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”

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A Igreja em saída tem as portas abertas. (…) Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, do que uma Igreja enferma pela oclusão e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”. É nessa perspectiva de ser Igreja em Saída, tão enfatizada pelo Papa Francisco, que o projeto “O poder transformador, cultura de paz e bem viver” foi desenvolvido na Área Pastoral de Guaporé.
Com o objetivo de investir na capacitação de lideranças, visando à formação de facilitadores que atuem em ações educativas que promovam a cultura de paz nas comunidades, o projeto foi desenvolvido, em 2019, em parceria com a ECOPAZ e trabalhou na metodologia do PAV (Projeto Alternativas à Violência). Agora, depois de realizado o ciclo completo das oficinas, os facilitadores formados estão preparados para atuar nas comunidades, movimentos e pastorais, buscando atuar na resolução de conflitos e motivar a cultura da paz.

Uma resposta ao Plano de Pastoral
O projeto surgiu pela necessidade de enfrentar situações de violência que atingem os cinco municípios da Área – Guaporé, Dois Lajeados, São Valentim do Sul, Serafina Corrêa e União da Serra. Também, as ações são uma espécie de continuidade do trabalho que se iniciou ainda em 2018, com a Campanha da Fraternidade que motivou a superação da violência. Por fim, o projeto vai ao encontro da CF de 2019 que fez um convite para refletir sobre o compromisso dos cristãos em relação às políticas públicas como forma concreta de se viver a Fraternidade.
Ainda, o projeto – que se refletirá em ações concretas nas paróquias – é, também, uma resposta ao Plano Arquidiocesano da Ação Evangelizadora que apresenta cinco urgências a serem trabalhadas pela ação pastoral das paróquias e comunidades. Assumida como prioridade, a quinta urgência – Igreja profética e misericordiosa a serviço da vida – é um dos nortes do projeto que busca investir no trabalho de promoção da cultura de paz.

Na prática: formando facilitadores para a cultura de paz
O projeto desenvolveu a sensibilização e a conscientização sobre a cultura de paz, enfatizando importância do envolvimento das lideranças e das comunidades em situações de violências do cotidiano. Na prática, o projeto aconteceu em três diferentes fases que reuniram pequenos grupos em oficinas de formação e sensibilização – visando despertar a vocação de lideranças para o processo formativo do PAV – para que, ao fim do ciclo de oficinas, um grupo de facilitadores capacitados fosse constituído e direcionado para atuar, em parceria com a ECOPAZ, na promoção da cultura de paz nas comunidades, pastorais, movimentos e outros ambientes eclesiais buscando a resolução/mediação de conflitos e prevenção de violências que ocorrem nos espaços sociais.

Iniciativa pioneira
O Prof. Dr. Silvio Antônio Bedin, um dos coordenadores do projeto, destaca que esta é uma iniciativa pioneira na Área. “Em cada município conseguimos realizar todo o processo – concluído em dezembro com a formação dos facilitadores”, inicia o professor. “Foi um processo dinâmico e que tinha por objetivo investir na formação desses facilitadores – visando uma educação para a cultura de paz em espaços eclesiais e não eclesiais. Conseguimos atingir esse objetivo”, avalia. “Concluímos o ano muito felizes. Realizamos todas as etapas do processo e agora vamos seguir vendo os resultados”, complementa.
Ele destaca, também, que o projeto não tem um ponto final, já que os facilitadores vão seguir atuando junto às comunidades. “Não colocamos um ponto final ou uma conclusão. O processo está em andamento, com outras perspectivas de trabalho, com a atuação de cada uma das pessoas formadas”, conclui.

Fonte: Rádio Aurora 107.1 FM

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Sandra Meotti

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