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Dália: Estiagem reduz em 5% capacidade de alojamento de suínos

Falta de chuvas e de água em reservatórios afetam produtores em todo o Estado

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Com a acentuada estiagem que atinge a região sul do país, especialmente o estado do Rio Grande do Sul, surge a preocupação com as atividades que envolvem o agronegócio. A Cooperativa Dália Alimentos, preocupada com a escassez de chuvas e consequente falta de água em algumas granjas, já contabiliza uma redução, que ocorre de forma gradativa, em relação à capacidade de alojamento de suínos, principalmente aqueles direcionados às granjas no modo terminação.

Conforme o gerente da Divisão Produção Agropecuária, Igor Weingartner, a situação em algumas regiões, especialmente a Alta do Vale do Taquari e a região de Progresso e municípios próximos, se torna mais agravante pela falta de água, o que vem causando transtornos no campo, ocasionando a parada obrigatória das atividades em algumas propriedades produtoras de suínos, em decorrência do desabastecimento. Conforme levantamento realizado pela Dália, até o dia 6 de abril de 2020, a capacidade de alojamento de suínos reduziu em 5% devido à falta de água em algumas instalações de associados da cooperativa.

O presidente do Conselho de Administração, Gilberto Antônio Piccinini, demonstra preocupação em relação à falta de chuvas e também lamenta o fato de que há produtores que não estão preparados para passar por períodos de estiagem, como o atual. “Sempre frisamos que todo produtor deve considerar a sua propriedade como uma empresa, um negócio e o planejamento da propriedade rural é algo cada vez mais importante para o bom desempenho das atividades. Além do produtor possuir instalações adequadas, lagoas para a destinação de dejetos, biosseguridade nas granjas, energia elétrica compatível com o número de animais alojados, entre outros quesitos para a rentabilidade da atividade, hoje é indispensável disponibilidade de água de qualidade para abastecer os animais. E isso pode ser planejado com a perfuração de poços artesianos e com o armazenamento adequado para evitar transtornos como os que alguns vem se deparando agora”.

Neste momento, de acordo com Piccinini, “é imprescindível que o associado tenha consciência de que a seca é um episódio climático que ocorre de tempos em tempos e que a água é um bem indispensável para nós, humanos, e também para os animais”. Prefeituras de vários municípios estão auxiliando os produtores à medida em que conseguem, sejam produtores de suínos, leite, aves, grãos ou outra atividade, através de ações como a perfuração de poços artesianos e da concessão de água através de caminhões-pipa.

Decreto de emergência

Por problemas devido à estiagem, 253 municípios decretaram situação de emergência no Rio Grande do Sul. O número foi divulgado no dia 3 de abril pela Defesa Civil e equivale a mais da metade das cidades gaúchas. Ainda, segundo a Defesa Civil, outros 17 municípios já fizeram registro no sistema integrado do órgão, podendo também publicar decretos nos próximos dias. O número de municípios que tiveram a situação de emergência reconhecida pela União está em 112. A partir do reconhecimento, as prefeituras devem iniciar o processo de apresentação de documentos e plano de trabalho para o recebimento dos recursos do governo federal.

Assessoria de Imprensa Dália alimentos

 

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Sandra Meotti

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