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De Espumoso para a Rede Globo

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Natural de Espumoso, o jornalista Basílio Rota (43) faz – e conta – história no meio jornalístico a nível nacional. Sua mais recente passagem profissional está registrada no programa Encontro com Fátima Bernardes, na Rede Globo de Comunicação. Nele, durante os últimos quatro anos, Rota contribuiu com seu toque humanizado quando se trata de contar histórias que impactem o público. Seu mantra é: “a gente fala de gente para gente, e toda vez que se falar de gente, as pessoas vão se conectar.”

Com essa linha de pensamento norteando seu jeito de fazer jornalismo, somada à sua visão ampla de identificar oportunidades e mudanças no modo de fazer, Basílio Rota foi conquistando, desde 2000, importantes espaços nos meios de comunicação tradicionais, renomados nas esferas regional, estadual e nacional.

Foi com esse perfil visionário, com seu talento para ouvir e falar nas ocasiões oportunas, apresentando sugestões nem sempre reconhecidas momentaneamente, que Rota se destacou em veículos como RBS TV Porto Alegre, Rádio Gaúcha, Rádio Atlântida, TVCom e Rede Globo, atuando com profissionais de alta performance em cada um deles. Toda a sua bagagem o faz reconhecer-se como realizado profissionalmente.

Em visita à sua cidade-natal, Basílio Rota foi convidado para bater um papo no programa Bate Papo com o Correio do Mate. Não foi apenas uma entrevista. Foi um reencontro de amigos, uma vez que o entrevistado e o editor-chefe do Correio do Mate, Gemerson Rogério Santos, foram colegas de grupo de danças, no GAN Sepé Tiraraju. “É uma alegria muito grande conduzir essa conversa com o Basílio, que tanto tem a nos ensinar sobre o jeito humano de fazer jornalismo. É um orgulho muito grande para nós, espumosenses, ver que um irmão da nossa terra e da nossa profissão, chegou a patamar tão importantes no que se refere à veículos de comunicação”, destaca Gemerson.

Para Basílio, o reencontro e a conversa no Bate Papo foram momentos de resgate à sua origem e à sua formação. No diálogo entre os jornalistas, foram abordados assuntos como o perfil do jornalismo na década de 1990 e os anos atuais, a formação dos profissionais nessas épocas, o que contribuiu para sua ascensão ao jornalismo nacional, público-alvo para as diferentes plataformas televisivas, comportamento do consumidor/telespectador, tecnologia x jornalismo, projetos realizados, podendo ser considerada uma aula on-line de percepções e atualizações para profissionais do ramo. Acompanhe os principais tópicos:

 

O que mudou no jornalismo?

“Na faculdade, estudávamos que o século XXI seria a era da informação. Imaginávamos que as pessoas leriam mais jornais, veriam mais televisão, ouviriam mais rádio. Mas a realidade mostrou que ocorreu bem mais do que isso.”

Jornalismo enquanto formação universitária, antes e depois

“A formação de hoje é diferente da dos anos 1990. Antigamente, o profissional ia para os meios tradicionais, que são o rádio, a TV, o jornal impresso ou a assessoria de imprensa. Hoje, o profissional formado em jornalismo vai para a rede que quiser, falar sobre o que quiser. O curso de jornalismo

também deu um salto nos anos 90, saindo das universidades centrais, como as de Porto Alegre, para as regionais, como Passo Fundo, por exemplo. Também percebo que a formação, que antes era mais filosófica, sociológica, passou a ter mais base técnica, ou seja, antes o estudante de jornalismo concluía o curso sem ter “posto a mão na massa”; hoje, já é diferente.”

Sua ascensão na TV

“Em todo o ambiente que entrei, eu conseguia enxergar o marco; os caminhos, os processos, as pessoas, e tentava demonstrar essa percepção, propondo sugestões de mudanças. Recebi vários desafios e em cada um deles eu entreguei o combinado. Passei muitas reuniões só como ouvinte, até chegar o momento certo dar minhas contribuições; em todas, a qualificação das equipes foram decisivas.”

Seus principais projetos realizados na TV

“As reformulações do Jornal do Almoço, em 2010 e em 2013 foram grandes trabalhos. Saímos de uma bancada estática, onde o apresentador quase não aparecia, para uma bancada mais natural, mostrando que os apresentadores têm braços, pernas e, principalmente, emoções. Contamos histórias de humanização; toda vez que se fala de gente, as pessoas vão se identificar. Disso vem também o grande sucesso que é o Big Brother Brasil. São pessoas reais que se identificam com outras pessoas reais, com a diferença que essas últimas estão confinadas. Fora isso, é a vida como ela é.

No Fantástico, a mudança das abordagens nas reportagens, saindo de notícias “frias”, com foco em números e estatísticas, para notícias com histórias de pessoas; e o programa Encontro com Fátima Bernardes, onde o foco também são as histórias, com o engrandecimento da própria apresentadora, que como jornalista que é, sabe extrair informações do entrevistado, que muitas vezes a produção não conseguiu.”

Como é viver o dia a dia no mundo da TV Globo?

“Sempre me apego ao que posso descobrir de coisas novas. Há muita vaidade em jogo, entre parte dos artistas e demais profissionais, mas isso sempre deixei de lado, não enxergando; apenas me detendo na estrutura gigante que faz a roda da Globo girar. Antes da pandemia, a roda girava 24h por dia.

Veículos pequenos x veículos grandes de comunicação

“A tecnologia ajudou muito os pequenos veículos de comunicação. Abriu um espaço que antes só quem tinha muito dinheiro conseguia obter. Hoje, basta ter uma boa ideia. E claro, preservar os princípios do jornalismo é fundamental, senão deixa de ser jornalismo e passa a ser sensacionalismo. Os veículos pequenos permitem que a vida das comunidades, dos bairros, seja contada, coisa que os grandes não conseguem. Os pequenos têm muito espaço, mas com as mesmas responsabilidades do que os grandes. Uma dica para quem faz jornalismo, independentemente do porte do veículo em que atua, é deixar o pensamento final da reportagem, da notícia, do caso em si, para o ouvinte ou leitor. O juízo de valor sempre é dele.”

Desafios da TV

“A TV vive tardiamente uma transição para o mundo digital. E não me refiro à questão de sinal digital, mas de sair das telas grandes para as telas pequenas. Não basta retransmitir o que passa nas telas grandes para as pequenas. É preciso ter um formato específico para cada uma delas, porque cada uma é dotada de recursos próprios e o telespectador busca isso. Como fazer com que a pessoa do outro lado se emocione é o grande desafio.”

A entrevista em detalhes pode ser assistida na página do Correio do Mate no Facebook, direcionando o código QR Code.

Por Livia Maria Oselame | Correio do MateVisualização da imagem

Andressa de Oliveira

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