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ESPUMOSO | Um ano de Covid-19 e a esperança chega com a vacinação

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Um ano de covid já, mas aos olhos de muitos, poucas coisas foram executadas para sanar a doença. Para outros, diga-se de passagem, mais consciente, foi um ano de muitas mudanças tanto na pesquisa para a descoberta da vacina, quanto a forma de se relacionar consigo mesmo e com o outro. Por essa razão conversamos essa semana com a Secretária da Saúde do Municipio de Espumoso, Marileisa Valandro para falar um pouco sobre como foi o inicio da pandemia e como esta sendo agora depois deste um ano.

 

O início de tudo

A secretária disse que foi um momento de grandes aprendizados e de intenso trabalho, segundo ela “desafiador”, mas também de muito exercício, não apenas na área clínica e da ciência, mas também na área humana e afetuosa.“Foi uma situação inesperada e a cada dia alto grau de trabalho para todos os profissionais da área da saúde, pois estes não pararam, pelo contrário intensificaram as ações no enfrentamento a Pandemia”, salienta.

Um período em que exigiu de todos muito estudo, busca de informações, atualizações, discussão em equipes e tomadas de decisão que tinham que ser imediatas a fim de preservar a saúde do povo, concomitantemente com o comércio funcionando de modo a fomentar a economia com segurança. “No início foi um tanto assustador não sabíamos ao certo sobre o contágio, transmissão, prevenção e em meio a tantas incertezas tentamos acalmar e tranqüilizar a população acerca dos cuidados e não medimos esforços para programar ações de combate a doença e atendimento”, relata.

 

Ações realizadas

Segundo Marileisa foram realizadas diversas ações que se mostraram ao longo da pandemia muito eficazes, onde até a presente data seguem se aperfeiçoando buscando dar respostas positivas no intuito de acolher as demandas e encaminhar da melhor maneira possível cada uma.

O Município adotou e vem adotando todos os protocolos do Ministério da Saúde, resoluções, portarias, notas técnicas, orientações e prevenções para diminuição do contágio do Coronavirus. “Foram comprados EPIS, máscaras, feitas sanitizações na cidade, orientação sobre o uso correto da máscara, álcool em gel, notificações e isolamento das pessoas que saiam ou chegavam à cidade, orientações e capacitações aos profissionais da saúde para realizar os atendimentos, abertura da Ala Covid, fiscalização, reuniões com os empresários e professores”, evidencia.

 

Auxílios aos hospitais e postos

Segundo a secretária tiveram auxílio do Governo Federal, do Governo Estadual, da Administração Municipal, da Câmara de Vereadores e também de entidades municipais na contribuição por meio de recursos. Houve também a parceria entre Administração Municipal e Hospital Notre Dame São Sebastião para adaptação dos Leitos Clínicos e Leitos de UTI.

“A demanda por atendimento foi intensa o tempo todo tanto no setor público como no privado haja visto a gama de sintomas que muitas vezes se assemelham com o de outras infecções, bem como o medo e insegurança do povo com relação ao vírus COVID-19 e tudo o que era veiculado nos meios de comunicação”, especifica. Marileisa conta que a secretaria para melhor atender a estas demandas montou uma Equipe ampla e completa, a ala COVID, bem como a

disponibilização do número COVID para tele atendimentos no intuito de sanar dúvidas e encaminhar a demanda, este último segue em funcionamento.

 

Maior e menor fluxo

“Nós tivemos maior fluxo nos meses de agosto e setembro, acreditamos que o tratamento precoce teve grande repercussão positiva, comenta Marileisa. Já os meses que diminuíram o fluxo foram outubro e novembro. Em dezembro, tivemos um pequeno aumento no final do mês e início de janeiro e agora continua a grande demanda em fevereiro e março. “Esse aumento relacionamos as festividades que ocorrem nesses períodos, bem como a ampliação, disponibilidade e acesso fácil a procura pelas testagens fez com que diagnósticos e números viessem a ser divulgados”, explica. Marileisa salienta sobre a importância das medidas de prevenção, que já é de conhecimento da maioria. “Não podemos relaxar, estamos na reta final e decisiva com a chegada da vacina. Acredito que vamos construir uma barreira protetiva para impedir a entrada e disseminação deste vírus”, ressalta.

 

Hoje, com o auxílio da vacinação

“A vacinação contra o coronavírus representa emoção, alegria, entusiasmo, o marco de um novo recomeço”, emocionada salienta. Marileisa comentou que a chegada das primeiras doses de vacinas no município ocorreram em 20 de janeiro de 2021, grupos prioritários que são: profissionais da área de saúde e iniciarmos a aplicação das doses e imunização nos demais grupos prioritários elencados, que são idosos acima de 60 anos escalonados por faixas etárias, acamados, indígenas e quilombolas, pessoas institucionalizadas ou domiciliadas com deficiências ou questões neurológicas graves, morbidades (diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar, obstrutiva crônica, renal crônica, cardiovasculares e cerebrovasculares, transplantados, câncer, obesidade grave, anemia falciforme), trabalhadores educacionais e do sistema prisional, moradores de rua, força de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo.

“Vamos trabalhar e nos empenhar para que pelos menos todos dos grupos prioritários sejam imunizados o mais rápido possível, salienta. Segundo ela, como não se tem um calendário oficial com datas previstas, fica difícil estimar um prazo, mas se acredita que até final do ano estaremos com a população imunizada. “Pelo último senso temos 15.591 habitantes, sendo até o momento 2.900 pessoas vacinadas, ou seja, 18% da população”, salienta.

 

Os trabalhos nos hospitais e postos hoje x demanda

“No momento ainda não podemos dizer que está diminuindo o numero de infectados, uma vez que o Hospital Notre Dame São Sebastião é um hospital regional e recebe demanda de vários municípios e está com a capacidade lotada”, evidencia. E nos postos de saúde a demanda ainda é grande, muita procura por consultas e testes.

Acredita-se que os cuidados vão prevalecer por um tempo indeterminado. “Sendo assim a rotina de cuidados permanece inalterada por meio de uso de máscaras em ambientes fechados, lavagem correta e adequada das mãos, não compartilhar objetos, evitar tocar olhos, nariz e bocas com a mão não higienizada, manter o distanciamento, os cuidados com a limpeza e desinfecção das casas, e ambientes públicos e privados, o uso de álcool em gel, comunica Marileisa.

 

Por, Luciana M. Quetheman

Jornalista – Mtb/RS 11.850

luquetheman@hotmail.com

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