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“Fiquei em choque. A gente não está preparado para receber uma notícia assim”, diz avô de criança morta em Lajeado

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Foi sepultado no final da manhã desta segunda-feira (6) o corpo de Ágata Rodrigues do Santos (5). Ela morreu na tarde do último sábado (4), após ter sido violentada sexualmente e jogada nas águas do Rio Taquari, em Lajeado. O velório teve início às 7h e prosseguiu até por volta das 12h, na capela A das Câmaras Mortuárias do Bairro Florestal.


Em meio ao silêncio presente do local, a reportagem da Rádio Independente conversou com o avô de Ágata, Mauro Rodrigues – pai de Tais Rodrigues, mãe da vítima. Ele tomou conhecimento da situação pelas redes sociais, ao ver no Facebook que sua filha estava noticiando o desaparecimento de Ágata. “Eu acabei ligando para saber o que estava acontecendo e ela disse que a minha neta tinha pedido para ir ao mercado com um conhecido e até então não havia voltado. Ai eu fiquei em choque. A gente não está preparado para receber uma notícia assim”, conta.

Rodrigues permaneceu na sua casa, em Porto Alegre, esperando por novas informações e soube da morte logo em seguida, quando recebeu ligação da ex-mulher. Segundo ele, o autor do crime já era conhecido da família e convivia com sua filha. “Nunca tinha acontecido nada de estranho. Justamente neste dia, era umas 12h30, ele foi no mercado e a Ágata pediu para ir junto. Quando começou a demorar mais de 30 minutos, foram procurar. Como não conseguiram achar, foram orientados a ir na Delegacia, só que quando acharam já era muito tarde”, explica.

Na tarde deste domingo (5), o avô retornou até o ponto em que a neta foi encontrada, às margens do Rio Taquari, para realizar uma oração. “Há uns cinco, seis metros do local em que ela foi encontrada, nós vimos uma clareira e descemos. Demos uma olhada e encontramos alguns esbarrões na terra, então desconfiamos que poderia ser ali. Antes da água, na beira do rio estava o chinelinho dela. Provavelmente foi ali que ele fez tudo”, lembra.

Rodrigues lamenta também a forma que algumas pessoas estão tratando sua filha. “Tem muita gente colocando comentários e culpando minha filha, mas a gente não deve estar culpando as pessoas. Isso foi uma fatalidade que acontece mesmo em famílias onde as pessoas estão em cima das crianças. Não tá na hora de julgar minha filha”, pede.

O avô recorda ainda da última vez em que viu a neta, no dia dos pais. “Vou ter aquela lembrança de ver ela em vida, chamando o vô, brincando comigo. Da última vez que vi minha neta, ela tinha aprendido a fazer as coisas sozinha. A Ágata levantava durante a noite, fazia o pão e o café dela. Eu vou levar só lembranças boas da minha netinha”, conclui.

Relembre o caso

Ágata desapareceu no início da tarde do último sábado (6), depois de ir ao mercado com um homem conhecido da mãe. O Corpo de Bombeiros de Lajeado foi acionado para auxiliar nas buscas pouco depois das 14h30.

O policiamento encontrou a vítima, nas águas do Rio Taquari, nua, em parada cardiorrespiratória. A criança foi imediatamente encaminhada para atendimento no Hospital Bruno Born, onde, após 30 minutos de procedimentos, não resistiu e morreu.

O suspeito foi localizado pela Brigada e encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Ele foi enquadrado por estupro de vulnerável, seguido de morte.

Texto: Artur Dullius
fonte:Grupo Independente

Andressa de Oliveira

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