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GUAPORÉ | Atraso em segunda dose não descarta eficácia da primeira

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A vacinação contra a Covid-19 é muito esperada por todos. Ela que parece ser a esperança de uma volta à normalidade, acontece em todo o mundo. No Brasil, apesar de seguir em um processo relativamente lento, a campanha de vacinação está avançando e, neste momento, a aplicação já ocorre em todos os cidadãos acima de 18 anos com comorbidades.
O Rio Grande do Sul é um dos estados do país que mais está vacinando. Uma parcela de quase 25% da população já recebeu a primeira dose do imunizante. Entretanto, assim como as demais localidades do Brasil, enfrenta o atraso no recebimento de doses da vacina Coronavac, do Butantan.
O Instituto Butantan depende do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), proveniente do laboratório chinês Sinovac Biotech e, este, está com as entregas atrasadas no Brasil. Diante desse cenário, a produção da Coronavac foi prejudicada e o processo de vacinação atrasado. Milhares de pessoas por todo o país receberam a primeira dose, de acordo com Plano Nacional de Vacinação, porém com a falta do imunizante, não estão recebendo a segunda dose no período indicado pelo laboratório, que é de 14 a 28 dias.
O Ministério da Saúde informou a importância de se completar o chamado “esquema vacinal”, com as duas doses, e reiterou que nenhuma dose é perdida, mesmo que atrasada. Portanto, a recomendação é que assim que tiverem doses disponíveis, as mesmas sejam aplicadas o mais breve possível.
A enfermeira Regina Fin, da Secretaria Municipal de Saúde – Setor de Imunizações, de Guaporé, explica sobre a eficácia do imunizante:
“O esquema vacinal completo é recomendado para a eficácia e resposta imune esperada para a prevenção da Covid-19 nas formas mais graves, moderadas e leves. Nenhum estudo, até o momento, desabona a eficácia ou não da dose aplicada com atraso. O importante é receber a dose independente do tempo. Aguardamos posicionamento técnico científico através de normativas sobre causas e efeitos da vacinação com esquema atrasado, se será ou não necessária uma terceira dose”, disse.
Regina Fin também destaca outro aspecto importante, o esquema vacinal deve ser de duas doses do mesmo laboratório, pois não existe intercambialidade entre vacinas contra a Covid-19: “se a pessoa eventualmente recebeu a primeira dose de um laboratório e a segunda de outro, em um tempo maior que 14 dias não poderá completar esse processo com nenhuma das duas doses, ficando com seu esquema vacinal comprometido”.
A Sociedade Brasileira de Imunizações emitiu nota recente destacando que o que as vacinas ensinam ao longo da história de utilização é que nenhuma dose é perdida, o esquema começado só deverá ser completado, jamais reiniciado.
“Uma dose só não é suficiente para garantir a imunização, duas doses são necessárias para todas as vacinas aplicadas no Brasil. Então não se trata de uma dose de reforço, a segunda dose não é um reforço de uma proteção conferida pela primeira dose, é uma segunda dose que completa o esquema de duas doses. Jamais considere-se protegido após uma única dose, seja da Astrazeneca, da Pfizer ou da Coronavac”, explica a instituição.
Em Guaporé, a vacinação tem avançado para novos grupos prioritários com o imunizante da Astrazeneca e, assim que chegarem imunizantes Coronavac Butantan, aqueles que aguardam o recebimento da segunda dose serão informados pelos canais do município e imprensa local sobre data e horário de aplicação. Mesmo que com alguns dias de atraso, a população deve receber a segunda dose assim que possível para completar o seu esquema vacinal.
Central de Conteúdo/Rádio Aurora 107.1 FM
Andressa de Oliveira

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