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GUAPORÉ | Nosso único objetivo é salvar vidas”, afirma a diretora do Hospital Manoel Francisco Guerreiro

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“Apesar do momento difícil, os profissionais estão motivados. Nosso único objetivo é salvar vidas”, afirma a diretora do Hospital Manoel Francisco Guerreiro
Franciele Mezzomo salienta que equipe não está esgotada emocionalmente, mesmo com a sobrecarga de trabalho em virtude do crescimento das internações na ala Covid-19
A primeira quinzena do mês de março registrou um número recorde de atendimentos de pacientes internados com complicações causadas pela infecção ao novo coronavírus (Covid-19) no Hospital Manoel Francisco Guerreiro, de Guaporé. São mais de 60 internações, número que supera a soma total dos meses de janeiro e fevereiro de 2021. Em um ano de enfrentamento à pandemia, esse é o pior momento para os profissionais da área de saúde.
Diante da necessidade, a direção da Associação Hospitalar Manoel Francisco Guerreiro, juntamente com o corpo clínico, criou um Comitê de Crise à Covid-19 para analisar e encaminhar os atendimentos aos pacientes, a estrutura empregada, a medicação aplicada e os profissionais que irão atuar na ala. Espaços específico foram criados, conforme explicou a diretora administrativa, Franciele Mezzomo, para evitar maiores problemas com pacientes positivados pelo vírus.
“Até dezembro de 2020 tínhamos o pronto atendimento isolado para o atendimento dos pacientes positivados para a Covid-19. A partir deste momento, com o crescimento nos casos de internação, fomos obrigados a isolar os postos 1 e 2. São mais de 20 leitos à disposição. O pronto atendimento continua com os pacientes que apresentam quadros mais graves de saúde, enquanto os postos com aqueles que estão estáveis”
Essa, segundo Franciele, é a pior fase que a casa de saúde guaporense, que também atende pacientes de Vista Alegre do Prata e União da Serra, está passando desde que a “guerra” contra o vírus foi deflagrada.
“Ao longo da pandemia atendemos mais de 250 pacientes. O número de pessoas que necessitam ficar internadas aumentou significativamente em 2021. Mais de 110 passaram pelo Hospital e, deste total, 18 necessitaram de transferência para leitos de UTI. 12 pacientes necessitaram de ventilação mecânica, ou seja, foram intubados até que se conseguisse vaga em hospitais com maior complexidade”, disse Franciele.
Conforme a diretora Franciele, o Hospital de Guaporé conta, em especial para atendimento nos postos 1 e 2 (Alas Covid-19), com quatro ventiladores mecânicos fixos e quatro móveis (para transferências/transporte). Além disso, conta 13 monitores multiparametro próprios, seis cedidos pelo Poder Público Municipal, através da Secretaria da Saúde, e 12 bombas de infusão. São seis médicos destinados exclusivamente para atendimento de Covid-19.
“O Hospital não deixou de ter outros atendimentos. Continuamos com a mesma equipe técnica, porém, os profissionais estão realizando mais horas e fomos obrigados a efetuar uma realocação para que pudéssemos dar conta do aumento da demanda. É bom deixar claro que ainda temos um médico 24 horas no plantão e o suporte das 17h às 21h”, destacou.
Franciele ressaltou ainda que, mesmo enfrentando a fase mais complicada da pandemia e a sobrecarga de trabalho em virtude do crescimento das internações, os profissionais estão cansados fisicamente, mas não esgotados emocionalmente.
“Apesar do momento difícil, os profissionais estão motivados. Nosso único objetivo é salvar vidas”.
FONTE: Central de Conteúdo/Rádio Aurora
Andressa de Oliveira

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