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ARVOREZINHA | Investimentos no Hospital São João, elevam patamar e tornam o local referência em atendimento ao Covid-19

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“O atendimento à saúde no Hospital São João de Arvorezinha evoluiu muito nos últimos dez anos. Em 2011, por exemplo, eram muitas as dificuldades, mas com o comprometimento de toda a equipe de profissionais, com os investimentos realizados gradualmente e com uma gestão de economia e de novas tecnologias, conseguimos atingir um novo patamar para a casa de saúde.”

A declaração é do diretor administrativo-hospitalar Adairto Forti. Formado em Administração Hospitalar, com pós-graduação em Gestão de Saúde, o administrador que soma experiência de mais de 20 anos na área, já atuou nos hospitais de Putinga e Muçum, e atualmente intercala seus dias entre os hospitais São João, de Arvorezinha, e Frei Clemente, em Soledade.

Administrar hospitais durante uma pandemia é um grande desafio para os administradores dos locais. A demanda de atendimento supera a média diária e as estruturas técnico-operacionais e de investimentos precisam ser ampliadas, e nem sempre há recursos financeiros disponíveis na mesma proporção da necessidade. Conforme Adairto, um dos fatores que agravam a condição dos hospitais nessa pandemia de coronavírus foi o aumento gigantesco no preço dos medicamentos, como o Midazolan, por exemplo. Necessário para intubações, o produto saltou de R$ 9 para mais de R$ 130. “É um aumento insuportável para as casas de saúde, mas estamos conseguindo atender 100% dos pacientes, fortalecendo nossa gestão de economia, de transparência com a comunidade e com foco no que é necessário para servir a comunidade com os melhores serviços em saúde”, esclarece.

Ele destaca a importância do tratamento precoce e da vacina. “Só a vacina poderá salvar a humanidade.” Alerta sobre a automedicação, enfatizando a importância de procurar um médico já nos primeiros sintomas de qualquer doença. No caso do coronavírus, é muito mais grave do que imaginamos. “Não conhecemos a fundo esse vírus; não conhecemos suas consequências, e todo o cuidado é pouco, seja na prevenção como no tratamento”, explica.

 

Grande sacada de gestão administrativa

No início da pandemia, os hospitais receberam um aporte de recurso e, no caso do hospital de Arvorezinha, foram R$ 350 mil, aplicados totalmente no combate ao coronavírus. R$ 260 mil foram aplicados na instalação de uma usina de oxigênio distribuídos em 140 pontos, contemplando todos os setores do hospital, inclusive os 62 leitos, salas de cirurgias, raio-x, ambulatório e toda a ala de emergência. “Investir nisso foi uma grande sacada de gestão e de visão administrativa. Muitos hospitais ficaram sem oxigênio, e o de Arvorezinha, ficou em destaque por essa atitude. Uma obra que ficará para o futuro. Entretanto, não é verdade que a cada óbito os hospitais ganham dinheiro. Isso é uma farsa.”

Também foram realizados investimentos na capacidade de energia elétrica, na acessibilidade dos pacientes e na aquisição de equipamentos de alta tecnologia, ampliando a oferta de exames e diagnósticos.

Adairto destaca a participação da comunidade, que sempre se mostrou solidária à manutenção do hospital, por meio doações financeiras de pessoas físicas e empresas, órgãos públicos e campanhas de arrecadação de recursos. “Isso porque trabalhamos com projetos.” A parceria do Poder Público Municipal também é fator decisivo. “O apoio da prefeitura é muito importante”, frisa.

Todos esses fatores têm contribuído, segundo o diretor, para que o Hospital São João esteja conseguindo atender 100% dos pacientes da ala Covid-19, por exemplo, sem custo. “Todos os pacientes atendidos por coronavírus têm atendimento totalmente gratuito”, destaca. “Mas, quanto custa atender cada paciente? Recebemos dos SUS R$ 1,5 mil, mas o custo de um paciente Covid-19 é em torno de R$ 8 mil, mas atendemos dignamente e com qualidade”, encerra.

Livia Maria Oselame

Correio do Mate | jornal – portal – rádio e tvweb

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