GeralNotícias

Ministra Damares Alves visita Guaporé e pede ajuda para o projeto “Abrace o Marajó”

0
Tempo de leitura: 1 minuto

“O que vocês puderem me ajudar no projeto Marajó, me ajudem. É a sociedade civil dando a mão e dizendo: todo mundo cuida de todo mundo. Nos ajudem a alimentar o Marajó. Aí vocês falam: ministra e os nossos pobres aqui? Eu também vou ajudar os pobres de vocês”. O pedido é da Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), Damares Alves para que empresários e lideranças de Guaporé e da região doem cestas básicas para o projeto “Abrace o Marajó”, desenvolvido junto ao ministério contra o tráfico de seres humanos e o abuso sexual de crianças e adolescentes no arquipélago do Marajó, no Pará. A ministra do Governo Bolsonaro esteve visitando a “Capital da Hospitalidade” a convite do Instituto Virada Feminina do Rio Grande do Sul, presidido pela empresária guaporense Neura Trevisol Gomes.
O encontro, nas dependências da Casa da Cultura, reuniu cerca de 60 pessoas, entre empresários, autoridades municipais e representantes de entidades de classe. Com forte esquema de segurança, a ministra Damares Alves assistiu, juntamente com sua comitiva e integrantes do Instituto Virada Feminina – presidido nacionalmente por Marta Lívia Suplicy, apresentações de danças típicas da cultura do Estado através de peões e prendas do CTG Estirpe Gaúcha. Após, no auditório da Casa da Cultura, ouviu da presidente Marta que o Instituto está à disposição para unir o Brasil através da atuação das mulheres empreendedoras e que abraçará o Marajó.


“A Virada é uma ação solidária e emergencial. Não tem direita, não tem esquerda! Mais do que abraçar Marajó, que abracemos o país”.
O projeto “Abrace o Marajó”, conforme discurso emocionado e que levou às lágrimas a ministra Damares, tem como objetivo a erradicação do abuso e da exploração sexual, o combate à violência contra as crianças, adolescentes, juventude, mulheres, pessoas idosas e a melhoria na qualidade de vida. Foram apresentados vídeos e fotos do arquipélago composto por mais de 2,5 mil ilhas/ilhotas e dos mais diversos problemas sociais enfrentados pela população, em especial a feminina. Com 500 mil habitantes, o Marajó conta com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.
Durante sua fala, de aproximadamente 15 minutos, a titular da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, destacou que o arquipélago é um paraíso e deve ser valorizado pelo povo brasileiro. Por outro lado, afirmou que o lugar vive a triste realidade da exploração sexual. Crianças, adolescentes e mulheres adultas se vendem para sobreviver, para ter o que comer ou vestir.
“Infelizmente a miséria vai continuar e o abuso sexual é uma triste realidade. Não tem como fecharmos os olhos. Temos que abraçar o Marajó. Levar desenvolvimento e só vamos conseguir enfrentar a violência contra a mulher dando dignidade para elas através do emprego”, disse Damares.

Mais desenvolvimento
A ministra destacou que a empresária Neura Trevisol Gomes, que na oportunidade foi empossada como presidente do Instituto Virada Feminina RS, colocou-se à disposição para abrir postos de trabalho no Marajó, através da implantação de uma fábrica de lingerie. Porém, a pandemia do coronavírus (Covid-19) bloqueou o avanço das negociações para gerar empregos e projetos de infraestrutura, incentivo ao turismo, entre outros.
“Oh Deus! Agora que conseguimos reunir empresários para levar desenvolvimento para a região, inclusive a Neura que se colocou à disposição para ajudar, vem a pandemia. O governador do Pará me disse: agora que alguém está olhando para nós, vem a pandemia. A pandemia não é emprego. A pandemia é fome. E viemos com essa luta para levar comida. Descobrimos que o Marajó não é só responsabilidade do Governo Federal, mas também da sociedade civil. É o que estamos fazendo aqui. É dizer para vocês: nos ajudem, nesse momento a alimentar aquele povo”, exclamou a ministra Damares.
Após o pronunciamento, Damares e demais presentes foram convidados para um almoço. Antes participou de uma coletiva de imprensa. Na sequência, a ministra visitou a fábrica de lingerie da empresária Neura Gomes.

Central de Conteúdo/Rádio Aurora 107.1 FM

Sandra Meotti

Dália Alimentos e Arla oficializam associação

Artigo anterior

Servidores do Estado utilizam aplicativo para acessar informações e serviços

Próximo artigo

Você também pode gostar

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.

Mais Geral