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CAMPOS BORGES | O leite em saquinho que você ama, está voltando

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Durante décadas, o hábito do consumidor brasileiro era ir aos supermercados ou padarias e comprar o leite em saquinho. Sempre em um resfriador e com um prazo de validade médio de uma semana. Passados os anos, com a chegada do leite em caixinha, conhecido como longa vida, o consumo deste produto praticamente fez sumir do mercado o leite em saquinho. São encontrados outros produtos neste sistema, como a bebida láctea, por exemplo, mas o leite em saquinho, realmente desapareceu.

Mas, importante salientar que o leite em caixa trouxe a possibilidade de guardá-lo por mais tempo, e o transporte do mesmo sem necessitar de veículo refrigerado, no entanto, não mantém os mesmos nutrientes encontrados no leite em saquinho integral – tipo A, que justamente por manter estes nutrientes, precisa ser consumido mais rápido e conservado em geladeira.

O que torna o leite em saquinho tipo A diferente e mais nutritivo é a forma como ele é concebido. Quem explica é o produtor rural e empresário, Atilio Molinaro, da comunidade de Mundo Novo, interior de Campos Borges, proprietário da Agropecuária São Carlo. Ele deve inaugurar em maio a sua agroindústria para a posterior comercialização do leite em saquinho. Explica que o leite tipo A não pode ser transportado em caminhões à granel, ele deve ir para a embalagem logo após a ordenha. Ou seja, as vacas são ordenhadas em uma sala com sistema eletrônico de controle de cada animal e o leite extraído segue por mangueiras diretamente para um resfriador que mantém a temperatura do leite e em movimento com pás automatizadas. Posterior ele vai para outra máquina onde é pasteurizado (choque térmico), para ser envazado no saquinho plástico, o que é feito por uma máquina automatizada. Toda a empresa precisa estar devidamente organizada para manter a higiene do processo e conforme as normas da vigilância sanitária para a produção de alimentos.

Molinaro é produtor de leite há mais de 15 anos. Seu plantel produz média de 40 mil litros/mês e até então é todo comercializado para uma empresa do setor de lácteos. Com a instalação da agroindústria, o empresário irá utilizar 20 mil litros da produção da propriedade para envazamento e comercialização no mercado regional. Com uma estrutura regulamentada e com transporte adequado, Atilio Molinaro acredita que irá conquistar uma parcela importante dos consumidores, especialmente os que gostam e os que precisam consumir leite integral de qualidade e que fazem isso praticamente todos os dias.

“Estamos retomando algo que havia sumido do mercado, mas creio que teremos sucesso porque as pessoas pararam de consumidor o leite em saquinho porque o mesmo foi retirado do mercado, agora nós das pequenas indústrias traremos esse benefício de volta levando ao consumidor um produto com qualidade, e no nosso caso da Laticínios São Carlo, um produto com procedência, porque é nosso o plantel de animais que irá produzir o leite que será comercializado nos supermercados, padarias e também colocado na merenda escolar”, disse.

Andressa de Oliveira

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