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Projeto promove mapeamento dos ecossistemas de inovação do RS

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Os ecossistemas de inovação do RS terão um novo modelo de atuação, gestão e monitoramento e que leva em conta o seu nível de maturidade. O projeto tem como base a metodologia desenvolvida pelo Sebrae PR em parceria com a Fundação Certi e começou a ser implementado no RS em setembro de 2020 e se estende em 2021. O gestor de Inovação e Acesso a Recursos Financeiros do Sebrae RS Alexandre Zigunovas Junior explica que nove municípios – Caxias do Sul, Santa Maria, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Alegrete, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz e Ijuí – foram escolhidos para a realização do trabalho pelo seu potencial de inovação e por serem cidades polos em suas regiões.

“Partimos da vocação econômica e potencial tecnológico de cada município e de uma pesquisa sobre tudo o que é produzido de conhecimento pela comunidade acadêmica da região. Com isso, podemos identificar os setores e o potencial de geração de inovação nos municípios”, afirma o gestor. Nas etapas seguintes, e que contam também com a realização de quatro workshops com a governança local, são estabelecidas estratégias de intervenção no ecossistema local de inovação, há a elaboração de um plano de intervenção e são definidas ações para colocar o plano em prática, buscando parceiros e recursos. A fase atual é a de finalização da escolha de ações e preparação para atuação conjunta dos diferentes atores.

Durante o projeto em cada município também serão identificados quatro setores com potencial de alavancagem e incremento do nível de maturidade. O diferencial do método de trabalho executado é partir de um conjunto aprofundado de dados dos municípios e dos setores com potenciais de inovação para, então, traçar todo o plano de trabalho e priorização de projetos transformadores. “O objetivo do Sebrae é promover a aceleração e o desenvolvimento profundo da inovação nesses municípios”, destaca Zigunovas Junior.

Caxias do Sul

O gestor de projetos do Sebrae RS Alcir Cardoso Meyer informa que Caxias do Sul está na fase final de definição de  ações prioritárias para as três cadeias priorizadas – Eletrometalmecânico, Cadeia do Agro e TIC (tecnologias de informação e comunicação). Com a realização do quarto e último workshop do mapeamento, a partir de agora os próprios atores começam a assumir a execução das proposições definidas e priorizadas.

Ao longo dos workshops, os grupos de trabalho definiram ações para gerar maior impacto nesses segmentos, e que através de comitês formados serão estruturados e colocados em prática.

Confira algumas ações:

Para o ecossistema como um todo: Formalizar a governança do Ecossistema de Inovação.

Para TIC: Desenvolver programas de ações para empresas com capacidade de escalar, manter uma agenda de eventos de inovação tecnológica do ecossistema, de todos os níveis, com as soluções já disponíveis dos atores, acontecendo de modo sinérgico e contínuo.

Para Eletrometalmecânico: Estimular médias e grandes empresas a gerarem desafios de inovação em parceria com as ICTI, estruturar e propor incrementos  ao PL 104/2019 que dispõe sobre a política municipal de incentivo à inovação tecnológica e cria o Programa Municipal de Incentivo ao Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, o Conselho e o Fundo Municipal de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para Cadeia do Agro: Ação de educação empreendedora com viés de inovação, com envolvimento de jovens e famílias rurais, na rede municipal de ensino. Criação de uma plataforma de exposição de problemas para mapeamento de novas demandas de soluções inovadoras para o agro.

fonte: Rádio Planetário

Andressa de Oliveira

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