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SERAFINA CORRÊA | Produtores de soja colhem resultados do Manejo Integrado de Pragas

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Em Serafina Corrêa, produtores vêm apostando no Manejo Integrado de Pragas na soja para melhorar os resultados das lavouras. O projeto, que começou há oito anos por iniciativa da Emater/RS-Ascar do município, vem ganhando força a cada ano e, na safra 2020/2021, 15 produtores aplicaram a metodologia em suas lavouras e colheram os resultados. Foi um trabalho que começou com um Dia de Campo, realizado em outubro de 2020, onde foram apresentados os fundamentos do Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura da soja, capacitando os produtores a fazerem as vistorias em suas lavouras e identificarem as pragas e também os insetos benéficos. Na ocasião, também foi demonstrado o uso do aplicativo de celular que foi desenvolvido pela equipe do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Serafina Corrêa, utilizado para o repasse das informações coletadas a campo, de forma a servir de subsídio para a tomada de decisão sobre a necessidade de controle dos insetos praga da soja.

Eliazer Kosciuk, engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, explica que com o uso da ferramenta digital foi possível ampliar o atendimento para mais famílias do município, possibilitando aumentar o alcance e o impacto do trabalho. Com a apropriação do conhecimento da metodologia por parte dos produtores, e com a agilidade do aplicativo no repasse das informações para a assistência técnica, auxiliando na tomada de decisões, os agricultores têm segurança em aplicar a técnica em áreas maiores de suas lavouras. “Nesse ano, a área monitorada alcançou aproximadamente 245 hectares de soja, o que representa 87% da área total plantada pelos produtores que fazem parte do grupo”, ressalta o extensionista rural.

Vilmar Locatelli, um dos produtores pioneiros na adoção do Manejo Integrado de Pragas da Soja no município, afirma que vem utilizando o MIP em suas lavouras de soja desde a safra 2013/2014. “Daquela época para cá não precisei mais aplicar inseticidas na lavoura e, em termos de grãos, não vi diferença nenhuma, dá a mesma coisa”, salienta a produtor, que obteve as mesmas produtividades com economia, sem se expor a intoxicações e com menor impacto ao meio ambiente. Pela sua experiência, Vilmar diz que recomenda a todos os produtores que reservem um tempo para monitorar as lavouras e adotem a técnica.

A expectativa é de que cada vez mais produtores do município conheçam e apliquem o MIP em suas lavouras. Com essa ferramenta pode-se aplicar os inseticidas apenas no momento certo, evitando o desperdício e o uso inadequado de agrotóxicos. “Tudo isso resulta em um manejo mais sustentável e também na redução dos custos de produção, sem interferir na produtividade da cultura, o que resulta em melhor retorno financeiro para o produtor, quer seja ele um pequeno, médio ou grande”, reforça Kosciuk.

*Fonte: Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Caxias do Sul

Andressa de Oliveira

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